O Belas Artes, um dos mais antigos cinemas de São Paulo, prepara-se para as últimas sessões. No dia 30 de dezembro, uma notificação judicial avisou: o imóvel, na esquina da avenida Paulista com a rua da Consolação, tem de ser entregue até fevereiro. A ameaça veio a público em março de 2010, quando o HSBC pôs fim ao patrocínio. André Sturm, o proprietário, começou então a bater à porta de algumas empresas, atrás de nova parceria. Foi acertado novo apoio, a minuta do contrato estava sendo finalizada quando veio a surpresa. "O proprietário disse que queria o imóvel de volta porque ia abrir uma loja lá", diz Sturm. Procurado, o proprietário do imóvel, Flávio Maluf (que não é filho de Paulo Maluf) disse não ter nada a declarar. "Ligue para o meu advogado", recomendou. Maluf passou a responder pelo imóvel há dois anos, quando seu pai morreu. Ontem, os 32 funcionários receberam o aviso prévio. A tradição cinéfila do espaço firmou-se na década de 70. O cinema pertencia ao grupo francês Gaumont que, além de exibidor e distribuidor, era produtor de cineastas autorais, como Fellini e Antonioni. (FSP)ÁJAX DISSE: Não vou comentar!
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