Menos de 20 horas depois de ir à TV dizer que ficaria no poder e não aceitaria pressão externa, o ditador do Egito, Hosni Mubarak, 82 anos, renunciou ao posto que ocupava desde 1981. Coube ao vice escolhido por ele, Omar Suleiman, anunciar a saída e dizer que o país será governado por um conselho das Forças Armadas."Diante das circunstâncias difíceis pelas quais o Egito atravessa, o presidente Hosni Mubarak decidiu deixar o cargo de presidente da República e incumbiu que o alto conselho das Forças Armadas administre os assuntos do Estado", disse Suleiman. "Que Deus ajude a todos."
De acordo com Suleiman, a junta militar conduzirá o país até a eleição presidencial prometida para setembro. Em nota, a cúpula militar elogiou a saída de Mubarak, dizendo que a medida está de acordo com "os interesses do país".
Os militares também saudaram os "mártires que perderam suas vidas" durante os violentos confrontos e protestos no país que duraram 18 dias e deixaram cerca de 300 mortos.
No período de um mês, Mubarak foi o segundo ditador árabe a ser afastado do poder por uma revolta popular --na segunda semana de janeiro, Zine el Abidine Ben Ali renunciou ao cargo na Tunísia, que ocupava desde 1987. (AP) Foto: SR
Com a renúncia do presidente do Egito, Hosni Mubarak, após 30 anos no poder, a corrente comercial entre Egito e Brasil deverá voltar à normalidade, o que deve permitir a retomada dos embarques de carne para aquele mercado, avaliou hoje (11) o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro. (PT)
ÁJAX DISSE: Não vou comentar!
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