Engenheiros japoneses começaram ontem a despejar no mar cerca de 11,5 milhões de litros de água radioativa --contaminada durante o processo de resfriamento dos reatores nucleares da usina Fukushima 1. A quantidade de radiação medida está cem vezes acima do limite legal
A Tepco, empresa dona da usina, quer liberar a água menos radioativa (em alguns locais, a água tem radiação 10 mil vezes acima do limite) possibilitando a instalação de um sistema permanente de resfriamento dos reatores.
O governo aprovou a ação, justificando que trata-se de "uma medida de emergência inevitável", segundo o porta-voz do governo Yukio Edano.
"Eles não tinham alternativa. A outra opção seria despejar em terra, mas o impacto ambiental seria muito maior", disse Edson Kuramoto, presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear.
Segundo Aquilino Senra Martinez, da Coppe-UFRJ, a radiação se diluirá no mar sem causar maiores danos desde que a água seja lançada aos poucos. (FSP)
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