De olho na Copa do Mundo de 2014 e nos Jogos Olímpicos de 2016, as grandes cervejarias mundiais estão olhando como nunca o Brasil, aponta reportagem de Bruno Rosa. De acordo com executivos que acompanham as negociações, no alvo estão os grupos Schincariol, dono de marcas como Nova Schin e Devassa e de 10,97% do mercado, e Petrópolis, com fatia de 10,8% e proprietário de Itaipava e Crystal. Companhias como a sul-africana SAB Miller, a holandesa Heineken, que já comprou a Kaiser em 2010, e a dinamarquesa Carlsberg passaram a intensificar a disputa após a perspectiva de crise maior na Europa e a falta de reação nas vendas dos EUA.
Hoje, Brasil e China são os países mais atraentes para investimentos. Segundo a consultoria Euromonitor, o faturamento do mercado de cervejas no Brasil cresceu mais de 23% no ano passado. A empresa espera um avanço de 4% no volume vendido das bebidas alcoólicas no país entre 2010 e 2015.
O assédio da SAB Miller pela Schincariol começou a se tornar público há pelo menos quatro anos. A empresa, com sede em Itu, no interior de São Paulo, que não comenta o negócio, decidiu fazer no início de 2008 um processo de reestruturação com a ajuda da consultoria McKinsey.
— No período, a Schin decidiu valorizar seu ativo, comprando marcas como Baden Baden, Devassa, Eisenbahn e Nobel. E passou a investir mais em sucos, refrigerantes e águas. A ideia é tornar a empresa mais cara e valiosa. Mas nada deve acontecer agora — disse uma fonte que acompanha os negócios. (JE)
ÁJAX DISSE: Não vou comentar!
0 comentários:
Postar um comentário